Sinto a leve brisa em meus curtos cabelos sofridos... Minha respiração é leve e tranqüila, enquanto fico sentada na grama molhada, sinto o aroma suave e confortante do orvalho.
Fico serena, porém sinto fome de consolo, meu coração aperta e meus sentimentos engasgam em minha nefasta fala inútil e irônica.
O sol se põe, e ainda fico naquele momento sem importância, fico apreciando a dor imprestável e hipocritamente começo a ficar com raiva. Nada faz sentido, pego uma flor no chão e sinto seu cheiro que acalma a ligeira vontade de ter vivido uma coisa diferente, para não me tornar o que sou hoje. Volto para meu interior e tento mudar o infeliz futuro que me aguarda, que talvez possa ser, a morte, porém também pode ser a continuidade de minha vida solene e ignorante.
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